Como entender a Desigualdade Racial

Dilma Rousseff, enquanto ainda lideração Maior do Brasil, sancionou a Lei nº. 12.519, que implementando o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no calendário do brasileiro. A data a ser comemorada ficou para o dia 20 de novembro, considerada data oficial do assasssinato do líder negro Zumbi dos Palmares.

Sim, estou postando sobre o assunto quase uma semana depois, me processe.

Novembro é o mês da Consciência Negra, mas respeito com as relações raciais devem ser praticados diariamente, afinal, não podemos nos deixar segregar pela questionável ideia de que a Cor da Pele é fator indicativo para méritos e deméritos.

Aliás, você já viu nossa postagem sobre o documentário Quanto vale ou é por Quilo?!

Enfim, acreditar que uns são melhores do que outros por causa Cor da Pele, além de tosco, é problemático e dificulta o combate a coisas como a Desigualdade Racial.

O QUE É A DESIGUALDADE RACIAL?!

O tema pode parecer simples (e realmente é), mas como envolve diferenças ideológicas e comportamentais, a coisa se complica, atravessando Esferas que ,aparentemente, não estariam ligadas.

Aí você pode pensar algo do tipo: Ahn, mas Tio Bazuca, isso não acontece no Brasil,como é que algo dessa natureza pode existir?!

Achei um vídeo muito ilustrativo e explicativo sobre o assunto.

Basicamente, Desigualdade Racial é toda e qualquer possibilidade de distorção (distinção, exclusão, restrição ou preferência) baseada na discriminação pela ideia comentada acima.

Lembrando que há o Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/10),  uma Lei que existe por causa do Ex Presidente Luís Inácio Lula da Silva, visando políticas e regras para combater esse tipo de discriminação.

Alguém percebeu que, apenas nos Governos Lula e Dilma é que houveram alguma preocupação com o Social?!

Pontas soltas, amarre como achar melhor.

Ilustrações de um jovem soldado feitas durante a Segunda Guerra Mundial

Agui no blog já falamos algumas vezes sobre a Segunda Grande Guerra Mundial. Desde a influência do Mundo Espiritual sobre eventos desse porte, conforme consta no livro psicografado Nosso Lar e documentários sobre o impacto da Indústria dos desenhos animados na ideologia armamentista até a descoberta do poderoso Sen Toku I400, tido como a arma mais poderosa japonesa da Segunda Grande Guerra Mundial.

Ah sim, claro, este é um blog sobre História e não poderia ser diferente.

Contudo,  apesar de discutirmos um evento tão atroz e horripilante como uma Guerra total entre Grandes Potências que não arredam  o pé em suas decisões, mesmo uma guerra mundial retrocede, nem que seja por uns instantes, diante de sentimentos que nos tornam menos ferozes.

Como  ocorreu na famosa Trégua de Natal, onde a Primeira Grande Guerra Mundial parou para soldados de lados opostos festejarem o Natal. E hoje falaremos mais um pouco sobre outro tipo de Expressão Sentimental que, apesar de não por fim a uma Guerra Mundial, ganhou seu espaço e se permite admirar mesmo depois de tantos anos.

A Arte do desenho.

Quer dizer, diante de tantas pessoas morrendo e pessoas querendo meter uma bala do tamanho de uma caneta Bic nos seus miolos, quem teria nervos pra desenhar?!

O CADERNO DE RASCUNHO (SKETCHBOOK) DE VICTOR LUNDY

Ilustrações de um jovem soldado feitas durante a Segunda Guerra Mundial - Capa do Caderno de rascunho de Victor Lundy
Ilustrações de um jovem soldado feitas durante a Segunda Guerra Mundial – Capa do Caderno de rascunho de Victor Lundy

Victor A. Lundy nasceu em 1923 e tinha seus 19 anos quando, em meio a Segunda Grande Guerra Mundial, resolveu registrar o cotidiano de um soldado “Born to the Kill” em seu caderno de rascunhos.

Apaixonado por desenho, preencheu cerca de oito cadernos de rascunhos com a rotina vivida nos campos onde foi enviado, como soldado da 26ª Divisão de Infantaria dos EUA. Podemos conferir praticamente de tudo: Equipamentos, treinamento militar, soldados marchando, soldados descansando, soldados mortos, soldados relaxando…

…um breve momento para fumar não era pra qualquer um.

Em 1942, Victor cursava Arquitetura na Universidade de Nova York quando se alistou no Exército. Segundo Ele, a ideia da Guerra causava excitação entre os Jovens de sua época, porém, o horror veio logo depois do treinamento.

Nno Campo de batalha , quando desembarcaram em pleno Dia D em 1944, o terror atingiu a todos que se alistaram com a ideia de reconstruir a Europa após a guerra.

Porém, ele não ouvia qualquer disparo, qualquer explosão, sequer se preocupava se levaria um tiro. Tudo sumia quando começava a rabiscar.

A maioria das páginas são referente aos meses de Maio a Novembro de 1944. Lundy acaba ferido e encerra seus registros no caderno de rascunho. Porém, até esse momento, Victor Lundy já tinha lotado cerca de oito cadernos de rascunhos, num total de 158 desenhos.

Aliás, Victor A. Lundy conseguiu se formar em Arquitetura e fazer carreira.

Aliás de novo, Victor A. Lundy é um dos maiores nomes da Arquitetura Moderna lá na terra do Tio Sam, formado pela Universidade de Havard e pela Sarasota School of Architecture.

Os cadernos que sobreviveram foram doados para a Library of Congress e podem ser conferidos em alta resolução.

Japão expõe pela 1ª vez as lendárias “Katanas Malditas” de Muramasa

Cara, eu sempre curti lutas com Espadas e acho dificil que você seja diferente.

Apertar um gatilho é fácil, quero ver matar com a elegância e destreza de um mortal Espadachim. Eu me lembro bem que, quando moleque, catavamos os cabos de vassoura e saiamos pelas ruas de Fortaleza lutando de “espada”, fazendo fama e tocando o Terror contra quem tivesse cunhões grandes o bastante pra nos enfrentar.

light-saber

Aqui e acolá alguém saia com a “cabeça” dos dedos torada de pancada, mas era legal pacas.

Enfim, houve uma época em que, mesmo com o advento da Pólvora, a Espada ainda era um fator diferencial nos rumos de uma eventual batalha. Ainda hoje, apesar de armas químicas e biológicas, o Status que o ato de empunhar uma espada dá ao cidadão não tá no gibi.

Até um dia desses, eu achei que só velhos usavam essa expressão…

agora eu tenho certeza.

Enfim, se você tiver tempo livre e uma graninha sobrando, vá até Museu Kuwana (Japão) e confira uma exposição excepcional, afinal, trata-se da primeira (eu disse PRIMEIRA) Exposição com as lendárias “Katanas Malditas” de Muramasa Sengo.

Se você um intelectual interessado como Eu, mas está sem grana e sem tempo, o site Rocket News tem um ótimo artigo sobre as “Katanas Malditas”, com fotos de cada espada (cerca de 20 delas). Mas será que as espadas são mesmo Amaldiçoadas por carregarem a Vergonha de seu criador?!

Vamos pra Aula de História, pequeno Gafanhoto.

SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA…

Muramasa Sengo viveu no Séc XIV e foi um dos maiores Forjadores de sua época. As Katanas (espadas de Samurais) tinham todo um tratamento artístico, para serem Belas e transmitissem uma ideia de Status, mas Muramasa não, não Senhor!

O cara se empenhava em criar espadas cujo fio cortasse pessoas como faca quente na manteiga.

E como não poderia deixar de ser, todos amaram!

katanainfografico
Imagem tirada de http://oronin.xpg.uol.com.br/Imagens/katanainfografico.jpg

Todo tipo de guerreiro queria uma Katana Muramasa (naquela época, as espadas eram um “Bem” tão importante que tinham registro), desde Samurais genéricos e Generais codecorados, até Daimyos queriam tal espada e fatiar seus inimigos… e amigos, dependendo da eventualidade.

Mas nem tudo é um mar de Rosas (ou flor de cerejeira), pois as Katanas Muaramasa cairam em desgraça depois que Shogun Tokugawa proibiu o uso de tais armas, o que fez o nome de Muramasa cair em desgraça e, eventualmente, suas espadas foram consideradas “Malditas”.

E são essas espadas malvadinhas foram expostas pela primeira vez, desde o dia em que cairam em desgraça.

A 1ª EXPOSIÇÃO DAS MALDITAS ESPADAS MURAMASA

O Museu Kuwana (provincia de Mie) proporcionou, até o dia 16 de Outubro de 2016, a primeira exposição com as Espadas Malditasde Muaramasa Sengo. A entrada para o mundo das espadas malditas custou coisa de 500 ienes ( uns US$ 4,85), mas estudantes e crianças não pagavam para entrar (aprende, Brazil).

Além das referidas Katanas (um trabalho que demandou esforço de Museus e Colecionadores), também contou com a exposição de diversas armas que, acreditam, serem trabalhos de discípulos de Muramasa.

Reza a lenda que, quem tocar numa Katana Muramasa, ficará amaldiçoado. Porém, os curadores garantem que a maldição é contida pelo reforço dos vidros.

“Felizmente, o vidro de proteção das vitrines do museu são eficazes em manter tais forças obscuras longe dos visitantes”.

Há, de fato, um reforço, mas é sabido que trata-se de uma proteção contra intempéries (frio, calor, poeira e tal).

No estilo “Pokémon Go”, professora promove Caça aos Livros

GAto-lendo-livroPra quem não sabe, eu tenho outro blog chamado Café com Pipoca, onde discuto sobre Cinema, Quadrinhos (mangás e quadrinhos em geral) além de Cultura Pop na canela e lá, não pude deixar de falar sobre Pokémon Go. E NÃO, eu não jogo Pokémon Go, meu celular é muito cansado e não dá pra rodar…

…se você se solidariza facilmente, pode me mandar um celular roxeda e eu te conto como é jogar Pokémon Go.

Aliás, é só o que eu escuto é gente reclamando sobre a caralhada de incidentes/acidentes relacionados a Inteligência Artificial do aplicativo da Niantic (ou a Burrice Natural das pessoas que o utilizam).

Sinceramente, eu penso que o problema nunca foi o ato de se concentrar religiosamente em um jogo, pois essa mesma onda de indignação se fez presente ainda no tempo que o celular ganhou tecnologia que tem hoje e, eventualmente, quando o WhatsApp começou. Hoje, penso que mais de 70% da população que tem WhatsApp daria a própria mãe, se isso fizesse parte do contrato pra usar o aplicativo.

Já discutimos aqui no Blog sobre Telefones Inteligentes e Pessoas Burras.

Mas voltando ao que interessa, aproveitando o Hype do Pokémon Go, uma professora da Bélgica com a mesma proposta, mas a ideia é caçar Livros.

Sim, Livros. Aquela ruma de papel encadernado que enche as prateleiras das bibliotecas.

CHASSEURS DE LIVRES E A CAÇA AOS LIVROS

chasseurs-livres-57c35c4aa857fA professora Aveline Gregoire teve a idia de desenvolver um jogo de caça a livros, seguindo a ideia de Pokémon Go e mais de 40 mil “caçadores” já fazem parte do projeto chamado Chasseur de Livres. (“Caçadores de Livros” em questionável tradução deste que vos fala). Só enfatizando, não se trata de um aplicativo, mas um jogo, uma brincadeira.

Se você é dessa geração imediatista que limita seu nível de socialização com o Mundo aos aplicativos que você usa, não te culpo se não entender.

Trata-se de uma brincadeira, tipo o Ninho de Livro, que já discutimos aqui também. A professora contou que já conhecia o aplicativo de caça de monstrinhos (jogando com seus alunos) e a ideia do Chasseur de Livres veio em um momento que é desesperador para qualquer amantes de Livros.

A hora de arrumá-los.

Como já era de se esperar, faltou espaço e sobrou livro, então ela teve uma epifania: Libertar os livros na natureza.

No estilo “Pokémon Go”, professora promove Caça aos Livros - Imagem retirada de https://i2.wp.com/www.administradores.com.br/_assets/files/2016/08/livro-caca-bekga.jpg
No estilo “Pokémon Go”, professora promove Caça aos Livros – Imagem retirada de http://www.administradores.com.br/_assets/files/2016/08/livro-caca-bekga.jpg

Claro, não é como se pudessemos fazer as árvores que morreram para fazer as folhas daqueles livros voltarem, mas a ideia é repassar os livros pra outras pessoas, depois que você terminou de ler… Isso me faz lembrar que ainda estou com “alguns” livros desde o tempo que eu era solteiro e nunca devolvi.

O que foi?! Me processe quem nunca esperou um empréstimo cair no esquecimento!

Como eu falei antes, não se trata de um aplicativo, mas uma brincadeira usando um grupo no Facebook. Os participantes postam fotos em pontos de referência da cidade onde os livros estão escondidos (lembrando, é na Bélgica) e dão dicas sobre como achá-los.

Pelo que me consta, a iniciativa funcionou e os livros escondidos pela família da professora já foram descobertos e passados pra frente, dando corda pra brincadeira continuar de forma saudável.

Claro, há todo um cuidado pro livro (plástico pra proteger da chuva e tal). O livro é achado, lido e devolvido.

É, devolvido, não esqueça essa parte.

Reza a lenda que Aveline Gregoire pretende desenvolver, futuramente, um aplicativo pra melhorar ainda mais o Chasseur de Livres, enquanto isso não acontece, as pessoas ainda precisarão sair de suas casas e vasculhar a cidade, interagindo com as pessoas pra achar os livros e lê-los para, posteriomente, você esconder o livro e interagir com as pessoas que mantém esse jogo.

Sim, as vezes a vida é cruel.

Setembro Amarelo – Programa Pânico na Band faz piada com o tema Suicídio

Mês Mundial de Prevenção ao Suicídio - Cenas da
Mês Mundial de Prevenção ao Suicídio – Cenas da “brincadeira” do programa Pânico na Band (imagem retirada de http://i.huffpost.com/gen/4328516/images/o-PNICO-facebook.jpg)

Em Setembro, nossa temática é a Prevenção ao Suicídio e, por se tratar de um assunto considerado um Tabu, seja pela envergadura do tema (e seus desdobramentos), seja pela distorcida visão Social ou Religiosa de que aquele que atenta contra a própria vida é fraco ou pecador, tento trazer o tema da forma mais séria e comprometida possível…

…Apesar de fracassar miseravelmente em ser uma pessoa Séria. Vamos ao Post de hoje.

PÂNICO NA BAND E A “BRINCADEIRA” DO SUICIDIO

Há quem veja na possibilidade de se matar uma ótima brincadeira ou um jogo com altas doses de adrenalina, como no caso do jogo da asfixia. Aqui mesmo já falamos outras vezes sobre os problemas que o programa Pânico na Band acumula por conta de seu questionável senso de humor.

Desde o prejuízo de um Drone nas dependências da Rede Record até humilhar uma Panicat em cadeia nacional, os integrantes do programa parecem não ter ninguém próximo que aponte os problemas de suas “brincadeiras”. E eu achando que nada superaria o Gugu entrevistando a Suzane von Richthofen, como se ela fosse a coitadinha…

….se bem que o próprio Gugu se superou desenterrando a Dercy.

O que me faz pensar que qualquer parâmetro que relacione a Moral Humana ao Ibope televisivo seja meramente ilustrativo.

Enfim, por motivos que (talvez) nem Freud explique, os integrantes do humorístico acharam que seria uma brilhante ideia expor outra gostosa genérica do programa numa “pegadinha”, agora,  envolvendo uma simulação de suicídio.

Durante a exibição do dia 15/08/2016, o quadro Trollagens do Pânico colocou a Panicat Babi Muniz e um Ator contratado que fingiria tira a própria Vida ao terminar, de forma turbulenta, o relacionamento com a namorada por telefone.

Apesar da ideia de banalizar o sofrimento que um suicida em potencial possa sofrer (e normalmente sofrem tudo sozinhos), o Ator contratado levou tudo até o fim, disparando um tiro de mentira na proópria cabeça (com direito a sangue na parede e tudo) diante de Babi e tudo transmitido pela Rede Bandeirantes.

Ah, vale ressaltar que, neste dia, era o aniversário da moça.

QUAL FOI A REPERCUSSÃO DO PROGRAMA?

Graças a Deus, o que pareceu (em algum momento do dia) pareceu uma ideia sensacional, foi reprovado pelos internautas.

Pra quem não sabe, há um Mapa da Violência onde mostra o aumento de 42% das taxas de suicídios entre jovens (entre 2002 e 20012), ainda, em 2015, um estudo acadêmico evidencia o aumento de suicídio entre policiais Civis, Militares e Federais.

Tentamos conscientizar o Público de que tirar a própria vida nunca poderá fazer parte de uma solução (seja a pequeno, médio ou longo prazo). Claro, é fácil falar para alguém cheio de problemas e que se sente momentaneamente incapaz de mentalizar uma solução para tudo,  mas o Diálogo sempre é fundamental, independente de seus problemas.

Contudo, infelizmente, nem sempre postamos coisas favoráveis para uma benéfica e favorável discussão sobre o Tema, principalmente quando transformam o Suicídio em motivo de risada.

Arqueologia, História do Brasil, Geral, crítica e vista por baixo, Mitologia, Filosofia e patifarias.

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